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A
criação do projecto Trás-os-Montes Digital-SCETAD segue duas linhas orientadoras:
- A
emergência da Sociedade de Informação
em Portugal;
- A
missão da UTAD como instrumento
de desenvolvimento da Região de Trás-os-Montes
e Alto Douro.
A constituição da
Missão para a Sociedade de Informação
e a edição, em Maio de 1997, do
Livro Verde para a Sociedade de Informação
em Portugal, foram passos decisivos para a modernização
da sociedade portuguesa.
O
Trás-os-Montes Digital-SCETAD,
como um serviço orientado para o cidadão,
enquadra-se em quatro medidas apontadas no Livro
Verde, concretamente:
- MEDIDA
1.3 - Promover Programas de Informação
ao Cidadão;
-
MEDIDA 1.5 - Fomentar Iniciativas de
Autarquias Locais para a Democratização
do Acesso à Sociedade da Informação;
- MEDIDA
2.1 - Rumo à Administração
Pública Electrónica;
-
MEDIDA 2.2 - O Estado Aberto ao Cidadão
e à Empresa;
A
região transmontana, por vicissitudes diversas,
não tem em geral uma agricultura e uma
indústria desenvolvidas. As populações,
por vezes parcialmente emigradas, são dispersas
e as vias de acessos pobres. O contacto entre
os cidadãos e a administração
pública é difícil.
Na perspectiva
de Trás-os-Montes e Alto Douro, o projecto Trás-os-Montes Digital-SCETAD enquadra-se nos objectivos definidos pelo Ministério
da Ciência e Tecnologia para a sociedade
portuguesa, no âmbito do Programa "Cidades
Digitais": mobilizar e generalizar na sociedade
os instrumentos, as técnicas e os modos
de organização da informação
e da comunicação, do conhecimento
e da acção próprios de sociedades
avançadas.
A
aplicação de forma integrada de
serviços digitais pode, se conduzida com
o objectivo da melhoria da qualidade de vida de
todos os cidadãos, ser decisiva para o
futuro de muitas cidades. A utilização
de tecnologias digitais de informação
e de telecomunicação para a melhoria
dos cuidados de saúde, a efectiva redução
da burocracia administrativa, a capacidade de
geração de trabalho qualificado
e de teletrabalho, a simplificação
e transparência dos processos de decisão,
a qualidade e diversidade da informação
recebida ou tratada, a abertura e reconhecimento
dos processos de educação e de formação
profissional, a generalização segura
do comércio electrónico, a oferta
de novos modos de lazer, o apoio a cidadãos
com necessidades especiais, entre muitas outras
dimensões, são elementos constitutivos
do modelo da "Cidade Digital" (excerto
do discurso do Senhor Ministro da Ciência
e Tecnologia, 10 de Fevereiro de 1998, Aveiro).
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