“De origem remota, para aqui convergiam, no dia de S. Cristóvão a população das redondezas, em procissões de penitência, celebrando uma eucaristia na Capela de S. Cristóvão, aproveitando a realização de uma feira de gado nas proximidades para efectuarem os seus negócios, conviverem e comerem os seus merendeiros.
Hoje, perdeu-se a tradição das procissões, mas promovem-se novas formas de animação religiosa e comercial que procuram atrair devotos, comerciantes e turistas de toda a região.
Nos últimos anos, para além da tradicional feira, tem-se realizado um concurso pecuário de gado bovino. Este concurso tem como objectivo contribuir para a melhoria e dispersão dos bovinos de raça arouquesa, isentos de doenças contagiosas, nomeadamente tuberculose, brucelose e peripneumonia contagiosa dos bovinos, assim como apreciar a evolução técnica que se lhe vem prestando, através do registo zootécnico.
Realizam-se também as famosas lutas de touros. Os criadores de gado da região exibem os seus mais preciosos touros, que combatendo entre si, durante horas, procurando alcançar a vitória e o prestígio do seu proprietário, fazem o delírio dos assistentes.”
Texto Adaptado de Paulo Sequeira, in Jornal Margem Douro de 02.08.2001
“Para muitos populares, a Feira de S. Cristóvão tem como finalidade o cumprir de uma promessa para com o Santo que dizem que tira os cravos (verrugas cutâneas). As pessoas a quem foi concedido o “milagre” procuram neste dia retribuir com o mesmo número de cravos (flor)”.
Cármina Fonseca, in Jornal Lamego Hoje de 02.08.2001