Gabinete de Atendimento ao Munícipe – O GAC itinerante
No Concelho de Boticas, o GAC assumiu o nome de GAM (Gabinete de Apoio ao Munícipe) e reveste a aparência de uma carrinha que anda de terra em terra à procura do trabalho que há para fazer.
Assim sendo, num animado dia de Feira, iniciou-se a semana em Ardãos. A manhã estava de chuvisco. A Professora da EB1 estava doente e por isso faltou o ânimo para se dirigir à carrinha trocar os livros da semana (serviço Biblioteca Móvel). Nem por isso se ficou sem leitura para a semana. A intermediária, de remessa de livros debaixo do braço, deslocou-se à sala de aulas (desculpe Sra. Professora…) e trocou os livros dos 6 garotos presentes.
Arrancando para o resto da rota do dia, foi-se a Nogueira e Bobadela onde, naquele dia, ninguém quis conversa com esta intermediária aventureira.
Depois do almoço regenerador, lá foi o GAM até Lavradas, Carvalhelhos e Beça, terras de boa e conversadora gente, onde se receberam os pagamentos devidos à EDP (serviço Cobranças), se emprestaram uns livros e se recolheram outros.
Na Terça-feira, por uma linda madrugada de sol e céu azul, se deslocou a Mosteirão, Fiães e Veral o GAC ambulante, na benevolente companhia de São Martinho. Um pausa a meio do caminho para que uns camiões levassem mais uma carrada de pinheiros ardidos no incêndio de Boticas de 2002, um apito para acordar a aldeia entorpecida, um aceno ao padeiro, encontro do costume. Veral estava em festa: as crianças da EB1 tinham folga e os adultos aguardavam pelo tradicional convívio que um punho de castanhas proporciona.
Quarta-feira, em Vilarinho Seco, terra de agrestes penedias de genuíno granito barrosão, funcionou em pleno o Gabinete ao receber os requerimentos para água e saneamento (serviço Extensão da Câmara): preenchimento dos requerimentos, fotocópias da documentação, emissão de guias, pagamento. Regresso à Vila, entrega dos requerimentos e dos fundos na Câmara. Mais um passo para o futuro…
Mais à tarde, resolveu-se, em Sapelos e Sapiãos, o assunto da Nathalie e da Dona Palmira. Ex-emigrantes, elas regressaram a Portugal com dificuldades de saúde e foi necessário avaliar se existia algum tipo de ajuda por parte da Segurança Social portuguesa para minimizar as consequências desses problemas (serviço Reformas e Assistência social).
Na Quinta, esperavam a carrinha os populares de Cerdedo. Dona Delfina queria escrever para os netos (serviço Elaboração de documentos). Tanto lhe faltavam as palavras como as letras: os netos são franceses, não entendendo nada da língua de Camões, e à Dona Delfina nunca ninguém ensinara o alfabeto. Por bom acaso a intermediária ambulante até lê mais ou menos, e por grande acaso também é poliglota: e sai uma cartinha para Angoulême com os votos de felizes festas de fim de ano (trabalho feito não causa pressas…).
A pouco e pouco, lá vai sabendo o Concelho da existência dos serviços postos à disposição neste veículo. As taxas de adesão têm vindo a subir com regularidade. Esperamos este ano, a mesma progressão.
E lá vai o GAM, pelo nevoeiro de Novembro, pelo cheiro a chamusco das matanças a decorrer, e até onde a neve que também já cá chegou, o deixar chegar…