Micro, pequenas e médias empresas mais esclarecidas
A sessão de esclarecimento pelo PSD de Vila Pouca de Aguiar dedicada às micro, pequenas e médias empresas relativa aos apoios comunitários pelo QREN contou com muita gente que se deslocou ao auditório do Palacete Silva para ficar a par de candidaturas comunitárias abertas e esclarecer dúvidas quanto a situações específicas nas actividades económico-sociais.
Cerca de meia centena de pessoas pôde constatar da existência de várias programas ainda que o governo português tenha o QREN praticamente parado como acontece na região Norte de Portugal onde a taxa de execução se situa em 1,4 por cento.
Aos presentes, foi divulgado o Programa Operacional Factores de Competitividade - COMPETE que é um programa de âmbito nacional que tem como objectivo estimular o potencial de crescimento sustentado da económica portuguesa com acções de incentivos às empresas na inovação tecnológica, qualificação e I&DT. O programa Operacional Regional Norte – ON2, de apoio à criação e consolidação dos clusters e das empresas e pode ser direccionado para as micro e pequenas empresas que queiram inovar ou requalificar o seu comércio tradicional (integrado no ON – 2, estão disponíveis candidaturas ao SIAC que permite a qualificação de funcionários e que ajuda a melhorar a prestação de serviços à população).
Aos problemas que muitos empresários atravessam para não deixar morrer a respectiva empresa, podem recorrer ao crédito bonificado para segurar a empresa e ao programa Investe III em que as candidaturas estão abertas desde o início do ano para projectos inovadores e qualificação de funcionários.
Para o pequeno comércio, surgem o IAPMEI para apoio e com possibilidade ao crédito bonificado e o Modcom, cuja abertura está novamente prevista para Setembro e que pode ajudar o comerciante a renovar o seu negócio. Ainda neste âmbito, existe para a formação o POPH em que os empresários podem dar formação aos trabalhadores e não precisam de dar garantias quanto aos resultados da respectiva empresa. Esta situação já não acontece no recurso aos fundos comunitários em que o empresário tem de recorrer à banca e o processo é “muito burocrático” levando à desistência ou reprovação dos créditos. Nesta sessão, foi referido que os fundos para a agricultura são ainda mais redutores em que praticamente não existem verbas para distribuir. O principal problema é que o governo português ainda não conseguiu aprovar em Bruxelas os modelos do QREN para a sua execução, como é mais visível na agricultura. Uma das ideias chave desta conferência sobre Europa é que o futuro está nas micro empresas e não nas obras megalómanas.