É que no edifício onde os seus filhos têm aulas funciona um Curso de Alfabetização de adultos ao abrigo do Rendimento de Inserção Social. Ora os pais e encarregados de educação, estão preocupados com a coabitação de adultos e crianças no mesmo espaço físico, tanto mais que áreas comuns como a casa de banho são partilhadas.
José Maria Magalhães, presidente do conselho executivo do agrupamento de Escolas Diogo Cão, em entrevista a Universidade FM, referiu que foi alertado pelos pais, para eventuais problemas, questões que nunca foram colocadas.
O professor lembra que o curso já funciona desde Janeiro de 2008 e que nunca houve o mínimo motivo para receio. No entanto, garante que nesta semana o assunto ficará resolvido.
O grupo de alunos adultos integra jovens com antecedentes na toxicodependência e indivíduos de etnia cigana. José Maria Magalhães lembra a necessidade de integração na sociedade, porque entende “que ajudar não é apenas dar dinheiro, mas acima de tudo formar e ensinar.”
Maria de Lurdes Cardoso, mãe de dois alunos de seis anos na Escola Carvalho Araújo refere “que não se trata de Xenofobia”, os pais apenas estão “preocupados com questões de saúde e segurança”.
Dolores Monteiro, vereadora do pelouro da educação da Câmara Municipal de Vila Real desconhecia que um curso de alfabetização de adultos decorria no período diurno na escola Carvalho de Araújo.
Mas José Maria Magalhães refere que este curso de alfabetização é resultado de uma parceria entre vários organismos entre eles a autarquia.
São 50 os adultos que desde Janeiro deste ano estão a frequentar um curso de alfabetização que funciona na escola básica do primeiro ciclo Carvalho Araújo. Durante esta semana o Agrupamento de Escolas Diogo Cão promete resolver a questão.
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