O CDS/PP vai usar o direito de agendamento potestativo para obrigar o presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), António Nunes, a ir ao Parlamento explicar as políticas de higiene e saúde que estão a ser implementadas no país. O anúncio foi feito, ontem, pelo líder do partido, Paulo Portas, durante uma visita à Feira do Fumeiro, em Montalegre.
"Eu sou favorável a todas as políticas de higiene e saúde públicas, mas acho que está no momento de perguntar ao director da ASAE sobre temas que todo o país está a discutir", considerou Paulo Portas, explicando que, porque o PS inviabilizou a ida de António Nunes à Assembleia da República, o CDS/ /PP vai usar agora o direito de agendamento potestativo (que tornam o agendamento da audição obrigatório).
O líder democrata-cristão quer que a ASAE responda a quatro questões "relacionadas com o que é regulamento e aplicação da lei e o que é abuso e espectacularidade". Paulo Portas pretende questionar ainda António Nunes sobre as declarações referentes ao "encerramento de metade dos restaurantes portugueses" e se "estão ou não a destruir-se algumas economias familiares por excesso de zelo".
Portas salientou ainda que "não gostaria que em Portugal, que é um país livre e com largas tradições, houvesse uma espécie de polícia do gosto". "É necessário separar o trigo do joio, o que está bem feito do que está mal feito", sublinhou.
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