A economia do Norte baseia-se cada vez menos na indústria. Prova disso é a diminuição de pessoas empregadas em fábricas. Em compensação, é nos serviços e comércio que mais se encontra trabalho.
Entre Julho e Setembro, 40 mil pessoas que trabalhavam na indústria transformadora instalada na Região Norte perderam os seus postos de trabalho, por comparação com igual período do ano passado, de acordo com o Relatório de Conjuntura trimestral da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN) divulgado ontem.
Em parte, essa perda foi compensada por outros sectores, onde o emprego aumentou. Foi o o caso do alojamento e restauração, que criou mais 15 mil empregos e a construção e comércio (aproximadamente mais 10 mil cada um).
A diferença entre a indústria transformadora, que perdeu empregos, e estes sectores do alojamento e restauração, construção e comércio, que ofereceram trabalho, ilustra o que se passou no terceiro trimestre em termos de emprego regional.
Feitas as contas entre os ganhos e as perdas de emprego, ficou um saldo negativo: houve uma quebra de 0,2% face há um ano, o que significa que no Norte, no terceiro trimestre, havia menos quatro mil postos de trabalho.
Foi primeiro recuo após três trimestres consecutivos com crescimentos homólogos e o suficiente para anular os ganhos conseguidos nesse período, lê-se no relatório.
A diminuição deveu-se exclusivamente ao emprego masculino (menos 12 mil indivíduos), já que o emprego feminino manteve uma evolução positiva.
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