O Museu do Douro vai, já este sábado, saldar uma dívida de décadas: dar a conhecer o percurso de uma das figuras que mais terá contribuído para o desenvolvimento da actividade vitivinícola no Douro, mas que permanece ignorada pela maioria dos durienses: Gastão Taborda (1917-1983). A homenagem a este engenheiro agrónomo que, durante mais de duas décadas, dirigiu os serviços técnicos do Ministério/Secretaria de Estado da Agricultura em Peso da Régua, predecessores do actual Centro de Estudos Vitivinícolas do Douro, será materializada através de uma exposição itinirante sobre o seu percurso profissional. A inauguração da mostra está marcada para as 11h00 de sábado, no Auditório Municipal de Freixo de Espada à Cinta, o concelho onde Gastão Taborda nasceu.
Licenciado pelo Instituto Superior de Agronomia, Taborda foi parceiro no Douro de grandes projectos nacionais, como o que visava a modernização dos vinhedos durienses através de um melhor conhecimento do potencial das castas e dos procedimentos de cultura e o que se orientava para a divulgação da mecanização, partindo da reconversão das plantações para a introdução da maquinaria, como resposta à carência de mão-de-obra que se fazia sentir desde o final da década de sessenta. As experiências pioneiras e a enorme quantidade de dados que fez recolher sistematicamente nos campos de ensaio, na adega e laboratório, bem como o saber acumulado numa vida dedicada à vitivinicultura, permitiram significativos progressos, de que novas gerações de investigadores continuam a usufruir.
Depois de Freixo de Espada à Cinta, onde estará patente até dia 6 de Setembro, a exposição seguirá para o Centro de Estudos Vitivinícolas, no Peso da Régua, onde permanecerá de 12 de Setembro a 3 de Outubro. Na área de exposições da UTAD, ficará entre 9 e 30 de Outubro e, na Biblioteca do Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, poderá ser vista de 8 a 27 de Novembro. Por fim, será a vez do Palácio da Bolsa, no Porto, receber a mostra, de 5 a 30 de Dezembro.
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