José Alberto Machado, o presidente do júri, citado pela agência Lusa, disse que o prémio deverá ser entregue, como é habitual, em cerimónia pública na sala de actos da instituição, no dia 01 de Março, aniversário da morte de Vergílio Ferreira.
Criado em 1997, o galardão distingue anualmente ensaístas ou romancistas de língua portuguesa, tendo a escolha da edição deste ano recaído na escritora Luísa Dacosta por decisão "unânime" do júri, acrescentou.
«Luísa Dacosta é uma grande escritora, normalmente mais conhecida devido à sua obra como escritora infantil, mas que tem uma dimensão muitíssimo mais vasta que o júri entendeu sublinhar», argumentou José Alberto Machado.
O professor da Universidade de Évora justificou que, com a atribuição do prémio, o júri pretendeu destacar dois aspectos da produção literária da escritora. «A questão da crónica, como grande autora de crónicas, e também dos diários, da dimensão autobiográfica da sua obra», afirmou.
O presidente do júri do prémio Vergílio Ferreira apontou ainda Luísa Dacosta como «uma grande novelista e prosadora e um nome grande das nossas letras, que, até agora, só tinha sido mais publicamente reconhecida enquanto autora de obras infantis».
«De alguma maneira, este prémio corrige uma relativa injustiça e chama a atenção para outras valiosas dimensões da obra desta grande escritora», radicada no Porto, sustentou.
Nas edições anteriores, o prémio foi atribuído a Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Mia Couto, Almeida Faria, Eduardo Lourenço, Óscar Lopes, Vítor Manuel de Aguiar e Silva, Agustina Bessa Luís, Manuel Gusmão, Fernando Guimarães, Vasco Graça Moura, Mário Cláudio e Mário de Carvalho.
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