Em pouco mais de 24 horas, três pessoas perderam a vida no cruzamento de Vale de Nogueira, no IP4, na sequência de dois acidentes que resultaram de colisões entre dois veículos de cada vez, quando tentavam atravessar a estrada para entrar na bifurcação.
Na noite de anteontem, uma colisão entre dois veículos ligeiros de passageiros, cerca das 22 horas, teve o saldo trágico de dois mortos, dois feridos graves e dois ligeiros. Já na quinta-feira ali foi registado outro acidente que também teve um desfecho trágico para um homem.
Na noite de sexta-feira, seguiam cinco ocupantes num automóvel, todos septuagenários. Nenhum saiu ileso da colisão. O veículo estava a atravessar a via rápida, a partir da entrada de Bragada para o cruzamento de Vale de Nogueira, quando colidiu com um Toyota Yaris, que circulava no sentido Mirandela-Bragança, onde seguia um homem de 30 anos, residente na última cidade, que também ficou ferido.
Uma das vítimas, uma mulher de 80 anos, morreu no local do acidente, o irmão acabaria por falecer, cerca das 3 horas, no Hospital de Bragança.
"De madrugada foi transportado para o bloco operatório, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos", explicou ao 'Jornal de Notícias' Elídio Morais, autarca de Santa Comba de Rossas, aldeia onde residiam os cinco ocupantes do Renault. As vítimas regressavam a casa, depois de ter participado no velório de um homem que havia morrido na sequência do acidente de quinta-feira.
O desastre mobilizou diversos meios humanos e materiais dos Bombeiros de Bragança e Macedo de Cavaleiros, nomeadamente 20 efectivos, quatro ambulâncias e três carros de desencarceramento. "Quase todas as vítimas tiveram de ser desencarceradas", explicou José Fernandes, comandante da corporação brigantina. As causas da colisão estão a ser apuradas, adiantou uma fonte da GNR.
Zona perigosa
Numa semana, ocorreram quatro mortes em acidentes nas estradas do distrito de Bragança que, em 2009, registou dez vítimas mortais e 59 feridos graves, mesmo assim, o distrito do país com a segunda menor taxa de sinistralidade, segundo a Autoridade Nacional para a Prevenção Rodoviária. No ano passado, só no IP4, troço entre Vila Real e Bragança, pereceram oito pessoas, "a maioria delas no concelho brigantino", afirmou o responsável pela Associação de Utilizadores do IP4, Luís Bastos que defende a realização de uma investigação no local para apurar quais os problemas do cruzamento, que já estava referenciado como "perigoso".
A entrada em Vale de Nogueira, ao quilómetro 190 do IP4, no troço que atravessa o concelho de Bragança, estava assinalado pela GNR como uma zona perigosa, por se tratar de um cruzamento desnivelado, mas até esta semana nunca tinha sido registada uma sinistralidade tão elevada.
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