Na origem desta decisão esteve o pedido da própria direcção da Associação de Barqueiros que alegou impossibilidades financeiras para poder cumprir o protocolo estabelecido com o Ministério do Trabalho e da Segurança Social.
Luís Cortes, presidente da Associação reconhece que desde 2002 os problemas financeiros têm vindo a acumular, daí o pedido de cessação dos protocolos com a Segurança Social.
Luís Cortes espera que os problemas financeiros possam ser sanados a fim de se assistir à reabertura destes serviços.
O pedido foi feito esta semana e ontem duas técnicas da Segurança Social de Vila Real estiveram na instituição a fim de encontrar soluções para os 12 utentes, dois deles acamados.
A Segurança social de Vila Real tenta hoje encontrar soluções para os idosos que estavam no Lar de Barqueiros, uns regressam à família outros serão transferidos para lares ou famílias de acolhimento, como referiu o Director da Segurança Social Rui Santos.
As dificuldades financeiras da instituição já não são de agora, recorde-se que em Janeiro de 2007 a UFM dava conta que o presidente da Associação, na altura vereador do pelouro da acção social da câmara de Mesão Frio, não tinha pago as contribuições da Associação à Segurança Social e às Finanças. A falta de pagamento destas dívidas impedia a instituição de receber as verbas do PROGRIDE, cuja entidade promotora era a autarquia de Mesão Frio.
As dívidas actualmente da Associação ascendem a 500 mil euros, 100 mil dos quais são relativos ao pagamento à Segurança Social.
O responsável máximo no distrito pela Segurança Social diz não entender como se chega a este valor, e considera que o Ministério Público deveria “investigar as contas da Associação de Crianças e Idosos de Barqueiros.”
Hoje foi um dia triste para os utentes da Associação de Barqueiros, não compreendiam porque tinham que abandonar o lar e manifestavam vontade de continuar naquele espaço.
Entretanto no próximo dia 28 de Fevereiro no Tribunal de Trabalho de Lamego a sede da instituição vai estar em hasta pública com a base de licitação de 158 mil 135 euros e 89 cêntimos, com as ofertas em carta fechada. A venda deste bem da Instituição é o culminar de um processo requerido por uma funcionaria que por falta de pagamento dos seus salários recorreu ao tribunal de Trabalho.
Se não houver interessados na aquisição deste imóvel, o processo não termina e passa à fase de negociações particular até ser encontrado um novo proprietário.
A Associação de Crianças e Idosos de Barqueiros foi criada em 1993 e tem actualmente 11 funcionários.
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