Manuel Lopes, cunhado da vítima garante que "a primeira chamada para o 112 foi feita às 330 horas, mas quando cá chegou a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação), eram quase cinco e meia e ele saiu daqui já morto num carro funerário", acrescenta. Uma versão que não coincide com a do INEM.
Fonte oficial daquele instituto garante, que "a primeira chamada terminou por volta das 351, e durante a mesma um familiar disse à operadora que o senhor já estava morto".
O irmão da vítima, José João Moreira explica como tudo aconteceu "Ele deve ter ido à casa de banho, deve ter-se sentido mal e caiu. Bateu com a cabeça e estava cheio de sangue. Nunca mais deu acordo de si, e não sabíamos o que fazer. Ficamos à espera da ambulância, porque nos disseram que não convinha mexermos nele". A irmã Maria Umbelina recorda que o irmão, "como era solteiro, vivia com a mãe, de 75 anos. Era ele quem lhe fazia companhia. Agora a minha mãe está desesperada, coitada, não há quem a console com esta perda", contou.
O sobrinho Gilberto Lopes explica "Vila Real é demasiado longe para nós. São mais de 60 quilómetros, mas não é como na auto-estrada, que é tudo mais rápido. Não deviam ter fechado o Serviço em Alijó", opina. Também o tio da vítima Joaquim Vasques desabafa: "Imagine eu, com 76 anos. Se me acontecer alguma coisa, para eles é igual. Já passamos do prazo, não interessamos a ninguém".
Ainda segundo fonte do INEM, "como a VMER de Vila Real demorava cerca de 45 minutos a chegar ao local, o serviço foi passado aos bombeiros de Favaios, que não puderam responder por falta de meios. Logo a seguir accionaram-se os bombeiros de Alijó, que avançaram para o local".
António Fontinha, comandante dos voluntários de Alijó, disse que "a chamada foi recebida às quatro horas e 12 minutos depois estávamos no local. A VMER chegou por volta das 445 horas, tendo apenas confirmado o óbito, que nós já tínhamos verificado". O funeral realizou-se ontem às quatro da tarde, para o cemitério local. |