Em 2008, houve menos acidentes, menos mortos e menos feridos graves nas estradas portuguesas. A maior parte dos acidentes ocorreu dentro das localidades, onde o número de mortos aumentou 7,3 por cento face a 2007. Os dados constam do relatório anual de Sinistralidade Rodoviária que vai ser apresentado hoje.
Os 33.613 acidentes registados nas estradas portuguesas em 2008 (menos 1.698 do que em 2007) provocaram 776 mortos (menos 82), 2.606 feridos graves (menos 529) e 41.327 feridos ligeiros (menos 2.457 do que no ano anterior).
"Setenta e um por cento dos acidentes e 62% dos feridos graves ocorreram dentro das localidades em 2008, enquanto o número de vítimas mortais foi superior fora das localidades (53 por cento)", lê-se no documento citado pela Lusa.
Em acidentes dentro das localidades morreram mais 25 pessoas que em 2007.
O distrito com maior mortalidade rodoviária foi Lisboa com 93 vítimas mortais, seguida do Porto com 84, Setúbal com 77 e Aveiro com 70 mortos.
Por outro lado, Vila Real foi o distrito que registou o menor índice de sinistralidade rodoviária (11 mortos) seguido de Portalegre com 12 e dos distritos da Guarda e de Bragança onde se registaram 16 mortos.
Em 2008, o tipo de acidente mais frequente (52 por cento do total) foi a colisão, que provocou 41 por cento dos mortos e 46 por cento dos feridos graves. Seguem-se os despistes e os atropelamentos.
Os atropelamentos que provocaram, no ano passado, 136 vítimas mortais (menos uma do que em 2007), representam 16 por cento dos acidentes, 16 por cento dos mortos e 20 por cento dos feridos graves.
Dos 776 mortos registados nas estradas, 28 por cento foram jovens entre os 20 e os 34 anos. Oitenta e quatro das vítimas mortais foram condutores com mais de 75 anos.
Segundo o documento, a maioria das vítimas (59 por cento) são condutores, seguindo-se os passageiros (29 por cento) e os peões (13 por cento).
Os desastres com automóveis ligeiros provocaram 393 vítimas mortais (menos 39 do que em 2007), em acidentes com motas morreram 164 pessoas (mais sete do que no ano anterior).
|