As obras da concessão do Douro Interior, que inclui a construção do IP2 e do IC5, podem parar dentro de um mês, caso nesse prazo o Tribunal de Contas não dê o visto prévio ao contrato de empreitada.
Quem o admitiu, em entrevista à SIC Notícias, foi António Mota, presidente da Mota-Engil, empresa que lidera o consórcio que está a construir aquelas duas rodovias. O responsável foi bem claro ao dizer que só há dinheiro para "não mais que um mês", pelo que "quando o montante acabar as obras terão de ser suspensas". E se isso acontecer, vão ser colocados em causa milhares de empregos. Um risco que, sublinhou António Mota, estará "do lado dos empreiteiros e do Estado", já que existe um contrato que tem de ser cumprido.
Este cenário de suspensão das obras está a ser encarado com "muita preocupação" por Ricardo Pedrosa Gomes, presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas. Sobretudo pelo impacto que a paragem dos trabalhos poderá ter no "aumento do desemprego no sector da construção", que "em seis anos perdeu 30 por cento do mercado".
O Tribunal de Contas recusou o visto prévio ao contrato da concessão do Douro Interior - bem como ao da Auto-estrada Transmontana que ligará Vila Real a Bragança - no início deste mês, com base em "violações graves da lei". Porém, as obras continuaram já que a Estradas de Portugal recorreu da decisão dentro do prazo legal. Só os pagamentos é que não podem ser realizados.
O IP2 está a ser construído entre Macedo de Cavaleiros e Celorico da Beira, enquanto que o IC5 vai ligar a zona do Pópulo, em Alijó, a Miranda do Douro.
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