Os alunos exigiam o direito de voto, que lhes foi negado pela Comissão Eleitoral das eleições para a Associação Académica da UTAD, que decorreram ontem. Os estudantes dizem que pagam as cotas de sócios da Associação Académica, pagam propinas e são alunos da UTAD desde 2004 considerando ilegal que tenham sido impedidos de votar para os órgãos sociais da Associação Académica.
Francisco Fortes, que presidia a Lista A, que foi impedida de participar nas eleições, por falta de documentos e por integrar nas suas listas elementos de enfermagem, foi um dos organizadores da manifestação diz que os alunos de enfermagem estão “indignados”.
Gonçalo Marques, presidente da Comissão Eleitoral mostra-se “solidário” com a posição dos alunos de enfermagem, mas reafirma que aquando da decisão de excluir os estudantes de enfermagem, os novos estatutos da UTAD ainda não tinham sido publicados, e portanto, entende que até essa data, Enfermagem não fazia parte da UTAD:
Cerca de cem alunos de enfermagem manifestaram-se ontem à porta da Associação Académica, exigindo os seus direitos de voto nas eleições para os órgãos sociais da Associação, que decorreram ontem. Recorde-se que entretanto, a lista A, que tinha sido excluída do escrutínio eleitoral, entregou duas providências cautelares no tribunal de Vila real, para exigir a repetição do acto eleitoral.
Entretanto em comunicado a Comissão Eleitoral da AAUTAD dá conta que a lista de Luís de Matos, única a sufrágio de ontem obteve 85% dos votos. Nesta informação o presidente da Mesa da Assembleia e também da Comissão Eleitoral diz que durante este processo eleitoral existiram “faltas de respeito” à sua pessoa bem como aos órgãos que representa, acrescentando que foram verificadas “alterações da realidade, omissões de factos e difamações”.
A Comissão eleitoral refere que a anulação da Lista A teve “somente e com o único fundamento a falta de documentação necessária”.
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