A decisão do Juiz prende-se com o interesse da criança, o que vai pelo menos para já, evitar que a Iara de seis anos seja colocada numa instituição durante 30 dias e depois entregue a sua mãe biológica.
Uma decisão que deixa familiares e amigos da Iara mais descansados, como refere Carlos Bessa, tio afectivo da pequena Iara, que considera ser esta uma “vitória” do direito das crianças.
Carlos Bessa defende que a Lei deverá mudar, para “que as crianças como a Iara possam ser protegidas.”
Oito dias depois da família Carquejo ter recorrido da decisão do Tribunal de Vila Real para a Relação do Porto, o Tribunal vilarealense alterou provisoriamente a sua medida até que haja uma decisão da instância superior.
Para o advogado da família Carquejo Fernando Miranda, um dos objectivos foi conseguido. O jurista mostra-se surpreendido com esta medida e considera que foi “uma decisão correcta” do Juiz.
Délio Carquejo, do Movimento “Juntos pela Iara” mostrava-se feliz com esta decisão referindo que “é uma vitoria das Iara do país.”
Com esta medida a pequena Iara vai passar o Natal com a familia afectiva, mas e se a mãe biológica quiser passar esta quadra junto da sua Anabela? Délio Carquejo lembrou que durante seis anos “a Iara passou todos os Natais com a única família que conheceu” não vendo razões para ser diferente este ano.
Recorde-se que Iara está com a família Carquejo desde os 25 dias de vida ao abrigo da medida de confiança a pessoa idónea, isto porque a mãe biológica na altura não tinha condições para tratar da bebé. Seis anos depois a mãe de Anabela, nome de registo da Iara, sente-se já preparada para educar a sua filha tendo pedido ao Tribunal a guarda da menor. O Tribunal de Vila Real decidiu que a criança deveria regressar à família biológica o que criou uma onda de indignação no concelho de Vila Real chegando a ser criado o Movimento “Juntos pela Iara” que promoveu uma petição a nível nacional que conta com cerca de nove mil assinaturas. Uma petição que “pretende alertar para os direitos das crianças como Iara, para que possa também ter uma palavra a dizer nos casos de atribuição do poder paternal.”
Até ao momento ainda não foi possível ouvir a mãe biológica de Anabela.
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