A Rota da Castanha em Trás-os-Montes«, que propõe cinco percursos num total de 400 quilómetros pelos soutos transmontano, vai ser apresentada sexta-feira na Bolsa de Turismo de Lisboa. O projecto é coordenado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
A Universidade de Vila Real apresenta sexta-feira em Lisboa, a “Rota da Castanha em Trás-os-Montes”, que propõe cinco percursos num total de 400 quilómetros, pelos soutos transmontanos que são responsáveis por 85 por cento da produção nacional de castanha. O projecto, coordenado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e dirigido pelo professor e investigador José Gomes Laranjo, do Departamento de Engenharia Biológica e Ambiental, é apresentado publicamente na Bolsa de Turismo de Lisboa.
A “Rota da Castanha em Trás-os-Montes” propõe, segundo disse o especialista à agência Lusa, cinco percursos geo-referenciados pelos locais “mais belos da região nordestina”. “A castanha é um dos produtos mais importantes para a sustentabilidade da economia transmontana, rendendo anualmente cerca de 45 milhões de euros”, salientou José Gomes Laranjo. Para além do aspecto económico, o investigador salientou ainda a importância cultural e paisagística da castanha e do castanheiro.
A região de Trás-os-Montes e Alto Douro é responsável por 85 por cento da produção nacional de castanha que se estende por uma área total de cerca de 30 mil hectares. De acordo com o professor, a rota propõe aos visitantes uma visita pelos “emblemáticos” soutos da região, atravessando as aldeias e dando a conhecer o seu valor patrimonial, artístico, gastronómico e até literário.
Os trajectos concebidos, num total de 400 quilómetros, são o Percurso Milenar (Vinhais, Parque de Montesinho, Bragança), Percurso Paisagista (Bragança, Calvelhe, Santa Comba Rossas, Gebelim, Sambade, Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros), Percurso das Fagaceae (Bragança, Zoio, Podence, Macedo de Cavaleiros), Percurso da Judia (Chaves, Serapicos, Carrazedo de Montenegro, Valpaços, Chaves) e Percurso Dourado da Padrela (Vila Pouca de Aguiar, Pedras Salgadas, Padrela, Carrazedo de Montenegro, Murça, Cortinha, Jales, Vila Pouca de Aguiar). A informação sobre as rotas ficará disponível no sítio da Internet “rotadacastanha.utad.pt” e terá, segundo o responsável, uma actualização constante. A Estratégia da Floresta prevê o plantio, até 2030, de 60 mil hectares de castanheiros.
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