Programa «Terra a Terra» da TSF debateu o impacto da Barragem do Tua
O que mudou ou vai mudar nas localidades à volta das barragens? – Este foi o mote central de um programa especial produzido pela Rádio TSF emitido no domingo, entre as 09h00 e as 11h00.
O programa foi gravado em Murça e contou com a participação de vários convidados, entre os quais, o presidente do Instituto Nacional da Água (INAG), Orlando Borges, o chefe de Projecto da Estrutura de Missão para a Região Demarcada do Douro, Ricardo Magalhães, o administrador da EDP Produção, António Castro, em representação da Direcção de Desenvolvimento de Negócio da EDP – Gestão da Produção de Energia, Abílio Seca Teixeira e do anfitrião o presidente da Câmara Municipal de Murça, João Teixeira.
Um dos temas centrais desta conversa foi a construção do empreendimento de Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua, uma barragem que ao tudo indica será construída na cota mínima de 170 metros, uma posição que foi sempre defendida pelo autarca de Murça, aliás dos presidentes de câmara da região afectados pela construção deste empreendimento, João Teixeira foi o único a defender a construção na cota mínima.
Recorde-se que no passado mês de Maio, o Ministério do Ambiente emitiu uma Declaração de Impacto Ambiental "favorável condicionada" à construção da barragem de Foz Tua, impondo a cota mínima de 170 metros, obrigando a que seja assegurado uma alternativa à linha do Tua, incluindo a análise da construção de um novo troço ferroviário.
A barragem Foz Tua, concessionada à EDP, vai ser construída a 1,1 quilómetros da foz do Rio Tua sendo Alijó, Carrazeda de Ansiães, Murça, Mirandela e Vila Flor os cinco municípios abrangidos pela construção deste empreendimento.
Ao longo da conversa de aproximadamente duas horas, foram abordados outros assuntos, tais como a produção de energia pela barragem mas também o seu papel para o turismo, agricultura e para a ecologia.