Steve Ballmer, director geral da companhia, líder mundial do software, anunciou na quarta-feira o lançamento de "novos utensílios" para lutar contra os piratas informáticos, nomeadamente, já a partir deste ano, um novo muro de protecção (Firewall), uma espécie de barreira de segurança "anti-spam", e actualizações (updating) mais eficazes dos programas de segurança.
A pirataria informática tornou-se um verdadeiro flagelo à escala mundial, com o aparecimento de numerosos vírus muito poderosos (Mydoom, Sobig, Slammer e Blaster) que se introduziram nestes últimos anos em centenas de milhar de computadores em todo o mundo.
Segundo estatísticas de especialistas de segurança que trabalham para os fornecedores de acesso, entre 62 e 78 por cento das mensagens que tentam entrar nas suas redes são "spam" (mensagens não desejadas).
Tendo em conta as ameaças à segurança que implicam tanto os vírus como os spam, designadamente para os transportes e comunicações, a administração norte-americana promulgou uma lei chamada "Can-Spam Act", que entrou em vigor em 01 de Janeiro e que permite, a nível federal, aplicar pesadas multas aos autores de mensagens enganadoras, mentirosas ou de carácter pornográfico.
"Estamos a trabalhar com os governos (de países estrangeiros) para dar segurança aos computadores e informar os utilizadores", afirmou Ballmer, recordando que 600 milhões de computadores estão ligados em todo o mundo.
Em Março, a Microsoft e outros três grandes fornecedores de acesso dos Estados Unidos (AOL, Yahoo! e Earthlink) depuseram seis queixas que visavam centenas de expedidores suspeitos de terem enviado aos seus subscritores "várias centenas de milhões de spam", no que constituiu a primeira iniciativa comum de envergadura desde a entrada em vigor da lei "Can-Spam Act".
Por Lusa
|