Os estudantes universitários com necessidades especiais vão ter, no final de 2005, melhores condições de acesso a obras de estudo. A Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (UMIC) assinou um protocolo com sete instituições de ensino superior para a criação de um centro digital de forma a que os alunos, independentemente das suas limitações, possam consultar toda a documentação de que necessitam em formato digital.
Com esta parceria, Jorge Fernandes, coordenador da ACESSO, o Programa Nacional para a Participação dos Cidadãos com Necessidades Especiais na Sociedade da Informação da UMIC, considera que os serviços de apoio das faculdades podem estabelecer intercâmbios entre as diversas instituições de ensino superior e partilharem obras ou qualquer outro tipo de documentação digitalizada. As faculdades já vão tendo locais de acesso para cidadãos com deficiência, mas não costuma haver qualquer partilha de trabalhos, o que poderia, de acordo com Jorge Fernandes, ajudar estes alunos. O centro vai permitir o acesso a livros em língua gestual, a livros falados, documentos em Braille e outras funcionalidades que poderão ser essenciais para vários tipos de deficiência, como é o caso dos tetraplégicos. Com este projecto pretende-se ainda criar um catálogo on-line com obras.
O intercâmbio poderá vir a estabelecer-se com outras instituições estrangeiras, mas essa hipótese dependerá dos serviços de apoio que estão encarregues de definir quais são as suas necessidades. O projecto conta com o financiamento do Programa Operacional da Sociedade da Informação (POSI) e espera-se, segundo Jorge Fernandes, que possa melhorar as condições dos deficientes no ensino superior. Nesta primeira fase já estão envolvidas as universidades de Coimbra, Lisboa, Porto, a Universidade Técnica de Lisboa, Aveiro, Minho, Évora e Trás-os-Montes e Alto Douro e as faculdades de Letras e de Ciências da Universidade de Lisboa.
Em estudo estão ainda propostas para que programas deste género sejam alargados ao ensino superior e ao mundo laboral, para além de se pretender criar um canal de distribuição de obras digitalizadas, através da Biblioteca Nacional, sem problemas de direitos de autor.
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