O riso manifesta-se em diferentes contextos e em diferentes locais públicos, como centros comerciais, salas de aula, ruas, etc. Trata-se de situações sociais, momentos de felicidade, prazer e brincadeiras.
Mas o riso não é somente uma manifestação de alegria. O riso atenua a hostilidade e a agressão, promovendo o comportamento amigável.
O riso desempenha, assim, um importante papel na comunicação e nas relações humanas. Exerce uma função social relevante.
Por outro lado, o riso é inato e uma das primeiras experiências da vida humana. Ele permite-nos interagir como indivíduos com o grupo social no qual nos inserimos, assim como aliviar as tensões sociais do quotidiano.
Para além de constituir alívio de tensão, o riso é também a expressão de emoções positivas. A noção de que “ o riso é um bom remédio” é verdadeira. O riso diminui o stress, a ansiedade e a dor, e relaxa a tensão muscular.
Há um conjunto de reacções fisiológicas que são desencadeadas pelo riso: fortifica o sistema imunológico, activa o sistema cardiovascular e promove mudanças hormonais benéficas, entre outras.
Desta forma, o riso poderá ser considerado um protector da saúde.
O humor beneficia o corpo e o espírito.
Do ponto de vista psicológico, e citando Gérard Jugnot, “ o riso é como um limpador de pára-brisa; ele nos permite rodar em frente mesmo que continue chovendo”.
Em suma, tal como Freud afirma, “ Assim como a sagacidade e o engraçado, o humorismo possui em si um elemento libertador. Porém, também possui algo subtil e animador, que falta nas duas outras formas de extrair prazer de uma actividade intelectual. Sem dúvida, o que há de subtil nele é o triunfo do narcisismo, afirmativa, vitoriosa do ego sobre a sua própria invulnerabilidade. Recusa-se a ser ferido pelas flechas da realidade ou ser compelido a sofrer. Insiste em ficar imune aos ferimentos do mundo exterior, na verdade, que estes são apenas oportunidades para alcançar o prazer. Este último traço é uma característica fundamental do riso”.
Cláudia Pinto, Agente de Resende
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