Existem na área do concelho vários pontos de interesse histórico que mereciam outra dignidade, sendo preservados e protegidos, acima de tudo constarem dos nossos roteiros turísticos. No anterior título que escrevi, referi-me aos castros existentes na aldeia do Cadaval. Hoje gostava de falar de um monumento muito bem conservado, que é a ponte romana sobre o rio Tinhela, que outrora era o único meio de ligação entre o nascente e o poente do concelho, por onde terão passado algumas legiões de tropas romanas, povos que dominaram a Península Ibérica após vencerem os lusitanos. E mesmo na actualidade, há cerca de duas décadas, era por ali que as populações do Vale de Cunho, Pópulo e sobretudo do Cadaval, passavam para se deslocarem a pé à sede do Concelho, nomeadamente para irem à feira, ou aquando da apanha da azeitona. Mas essa ponte, mantém ainda hoje alguns lanços de calçada romana, que em breves trechos, ainda é original. Crê-se que essa estrada romana, fazia a ligação a Chaves, Braga e outras regiões da Ibéria, porém as moedas e outros vestígios da época romana encontrados no castro do cadaval e mesmo no interior da aldeia (potes de barro cheios de moedas), eu próprio presenciei esses achados, levam-nos a concluir que a dita via romana, passaria dentro da localidade do Cadaval. Ainda hoje, num lugar chamado "linhar", se encontra uma fonte, com uma inscrição em latim e com data romana, que indicia estar relacionada com a estrada romana, a escassas centenas de metros do centro da aldeia e por conseguinte, há quem considere por isso, o Cadaval, como a localidade mais antiga do concelho, sendo mesmo anterior ao período romano. Fazia um apelo ao pelouro da cultura da Câmara Municipal e em especial ao ilustre Presidente Dr. João Teixeira, meu mestre, na Escola Preparatória Frei Diogo, no sentido de ser feito algum esforço político-financeiro, para que quem de direito elabore um estudo histórico-arqueológico, do rico património ainda existente no nosso concelho.
Armando Augusto de Barros Cruz e S. Costa
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