Não pretendo embarcar em questões de racismo ou xenofobia. Gostaria sim, de obter algumas respostas a situações que me intrigam há já algum tempo.
Qualquer cidadão que pretenda tirar a carta de condução tem que pagar cerca de 150 mil escudos (preço que varia pouco de Escola para Escola), frequentar aulas de código, ir a exame e passar para, posteriormente, se meter num carro com um instrutor de condução que o iniciará na difícil/fácil tarefa de conduzir. Dadas as lições definidas (penso que serão cerca de 25), o instrutor ditará se o seu/sua pupilo(a) está apto(a) a enfrentar um engenheiro, que por sua vez decidirá se conseguimos ou não a tal suada carta de condução. Há ainda a acrescentar a obrigatoriedade escolar e o exame médico...
Isto para qualquer cidadão candidato a tirar a carta de condução. Repito!
E os cidadãos de etnia cigana? Como cidadãos que são, como os outros, submetem-se a tal correria para obter a licença de condução?
Custa-me a acreditar...
Contudo, é vê-los andar nas estradas portuguesas, ao volante de uma qualquer carrinha, desde homens, mulheres e até mesmo adolescentes que, ponho as minhas dúvidas, se terão idade para conduzir...
E eu questiono. Será esta a justiça do nosso país? Será este um dos métodos indicadores de que Portugal não é racista nem xenófobo?
Pois é. A verdade é que as multas são muitas e variadas para quem infringe a lei, o código da estrada. Mas, a polícia, mostra o seu anti-racismo fechando os olhos a situações que acabo de descrever.
Haverá medo da raça? Uma vez que as “vendettas” são tradição daquele povo?
Realmente diz o povo e, se calhar, com toda a razão: “Quem tem ... Tem Medo!”
Helena Margarida
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