O Verão de 2003 foi escaldante, tendo o Instituto de Meteorologia registado uma vaga de calor intensa e prolongada que chegou a atingir o recorde europeu de 47oC nos dias 1 de Agosto em Amaraleja, Alentejo. Durante 15 dias consecutivos, as temperaturas estiveram acima dos 40oC.
Em consequência deste calor, os fogos alastraram por todo o nosso país, em especial, na 1ª quinzena de Agosto, em que arderam cerca de 300mil hectares de floresta (uma área equivalente ao Luxemburgo).
Esta situação, agravará com celeridade, a erosão dos solos e tornará o sul de Portugal um deserto, como defendem alguns especialistas.
O clima está a mudar, como é disso prova a diminuição gradual da chuva e o aumento da frequência de períodos quentes. As catástrofes naturais aumentam significativamente. Um dos factores que contribui fortemente para esta realidade é o dióxido de carbono e outros gases terrivelmente poluentes (devido às actividades do homem), sendo os primeiros responsáveis pelo aquecimento do Planeta e pelas mudanças climáticas daí advindas.
O fenómeno de aquecimento da atmosfera arrasta consigo incalculáveis malefícios: o desaparecimento de espécies selvagens, a destruição das florestas, os incêndios, a redução dos espaços naturais, o prejuízo para a agricultura, o alastramento de doenças tropicais às regiões do Mediterrâneo e a subida do nível do mar.
Urge, assim, tomar medidas relacionadas com a poupança da água, a promoção do uso mais racional dos terrenos agrícolas e a poupança de energia.
Cláudia Alves do Amaral Pinto, Agente do GEA de Resende
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