Talvez por ser uma romântica incorrigível, não me identifico com o grupo que afirma que o Dia de S. Valentim é mais uma estratégia comercial. E mesmo acreditando que, todos os dias são óptimos para dizermos o quanto gostamos de alguém, penso que esta data aumenta a intensidade desse sentimento ou, pelo menos, faz com que pensemos numa forma original, especial e única de dizer: amo-te e de demonstrar o quanto é importante para nós a pessoa que queremos...
Na história da Igreja Católica há referência a dois S. Valentim, que tem em comum o facto de terem sido mártires nas mãos de pagãos. Um deles, em meados do século II d. C., recusou-se a abdicar da fé cristã que professava, tendo por isso sido preso pelos romanos; reza a história que as crianças lhe escreviam missivas de amor e lhas atiravam pela janela da sua cela. Na altura do imperador Claúdio foi decretado a proibição do casamento, para assim angariar soldados para combater nas regiões do império; é aqui que surge o segundo S. Valentim que estando apaixonado, se casou em segredo com a mulher que amava, desrespeitando assim o imperador. Ao ser descoberto, foi preso, torturado e condenado à morte. A sua ascensão a Santo da Igreja Católica deve-se à sua abnegação em prol da fé e do amor.
Diversas e diferentes são as formas e usos de celebrar este dia no mundo; a título de exemplo, na Itália é habitual reunirem-se à volta de um banquete e celebrar o amor e a amizade. Na Inglaterra, as crianças recebem doces dos pais e é tradição beijar seis pessoas antes da meia-noite, para obter felicidade na vida amorosa. Na Dinamarca o presente mais famoso são as flores prensadas, designadas por flocos de neve. E em Portugal? Chocolates, flores, cartões, peluches... seja qual for a escolha... de certeza que vai ser bem recebida... o importante é demonstrar o quanto queremos alguém... festejar o dia e o que sentimos e acima de tudo fazer com que esse alguém se sinta muito especial... “Para ti... não é preciso ver-te ou ter-te, basta fechar os olhos, pensar em ti, para recordar que existes... e que és mesmo tu”.
Ana Sousa – Intermediária GAC de Vilar de Maçada
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