Numa época em que todas as regiões e mesmo localidades, tentam preservar o seu património histórico e cultural, para o mostrar ao mundo, tendo em conta a relevância, que o turismo tem nos tempos modernos, verifica-se que Murça, não tem feito o necessário para identificar e proteger a sua história e o património de que dispõe. Muito embora, por vezes se vejam notícias esporádicas nos órgãos de comunicação escritos, onde é manifestada tal intenção, o facto é que não se passa à prática. Refiro-me às ruínas do Castro do Cadaval, que continuam abandonadas, à mercê da destruição de agentes climatéricos e também de ignorantes, que ao "buscarem vestígios" destroem muralhas e objectos arqueológicos carregados de história. É triste verificar que existe hoje massa humana que podia elaborar um bom trabalho, caberia um primeiro impulso às entidades oficiais. Há também outro castro no Cadaval, conhecido na aldeia como "Castelo de Saldanha", situa-se muito próximo da actual ponte nova sobre o rio Tinhela, lugar do covo, onde facilmente se encontram vestígios talvez da época do bronze; porque para além dos objectos de barro foram encontradas lá peças de ferro e bronze. Para riqueza do concelho de Murça, seria bom inventariar, proteger e dar a conhecer aos locais e visitantes. Em próximo título falarei de outros pontos de interesse histórico.
Armando Augusto de Barros Cruz e Costa
|